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A minha semi-folga e os ganhos do Quico

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Na semana passada, a minha mãe deu-me uma folga que já não tinha há muito tempo. Espera... nunca tinha tido esta folga!!! Então, a minha mãe veio passar a semana cá a casa e tratou de levar e acompanhar o Quico às terapias. Foi espectacular! Nenhum dos terapeutas quer que eu volte, só querem a minha mãe! O Quico trabalhou tanto e tão bem! Mas já sabemos a adoração que avó e neto têm um pelo outro, mas as gargalhadas, as imitações que o Quico faz da minha mãe, o estímulo, a felicidade, as coisas que fez e nunca tinha feito, é espectacular! A avó também ficou muito contente, diz que não imaginava que o Quico fizesse já tanta coisa! Foi bom e agora todos os dias vamos pedinchar para vir para cá passar mais uns dias!!! Sara

E o resto da família?

Para nós, pais, a situação de ter um filho com deficiência já começa a ser mais normal, apesar de todas as adaptações e concessões que têm que ser feitas, de todas as constantes surpresas e indecisões, o cansaço físico e psicológico ou financeiro. Após 5 anos até parece que já superámos o choque inicial. Eu ainda não e todos os dias me pergunto como seria se isto não fosse assim ou o que foi que correu mal no caminho para isto ter acontecido.
Mas e para a restante família ou amigos próximos? Ninguém esperava isto, ter um neto, sobrinho ou filho de amigo com deficiência. Mas muito menos o que isso envolve para o resto da vida. Há pessoas que têm pena do Quico ou nossa e acham que somos uns coitados. Outras pessoas assumiram até mais rapidamente que nós.  Há quem não saiba lidar muito bem com a situação e continua sem saber como falar com o Quico, dar a comida ou brincar. Outros agem com ele como se ele tivesse, em tudo, 5 anos (adoro estes!). Outros que ficam nervosos com qualquer coisa rela…