O Q. nasceu em Lisboa em 30 de Abril de 2008 e é um menino muito especial.

E é por ser especial que desde o primeiro dia que trabalha muito, que procuramos soluções, alternativas, pesquisamos, falamos e temos muita ESPERANÇA que um dia faça tudo o que os outros meninos fazem.

Por ser assim, te amamos e POR TI, Q. tudo fazemos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Escola perfeita para o Quico?

E será que alguma vez vou encontrar a escola perfeita para o meu filho com tantas necessidades especiais...
Aqui fica o meu texto sobre a escola perfeita no blogue da Firefly.
Bjs
Sara

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Entrevistas para a Firefly

Esta semana entrevistei a minha querida amiga Maria João Fonseca, para contar a sua história no blogue da Firefly.

A Firefly pediu-me para escrever sobre o que quisesse no blogue deles e como tenho que escrever de uma forma mais genérica que aqui, comecei a pensar nos temas. E quando penso muito acabo é por ficar sem ideias... ou não...

O blogue do Quico - o PORTIQ - conta a nossa história, mas ao longo dos anos tenho vindo a conhecer muitas histórias e todas elas diferentes. Mas as mães não as partilham. E acho uma pena porque assim como eu sinto que com o blogue do Quico posso ajudar em qualquer coisa (mais que não seja, para os pais sentirem que há mais pessoas iguais a eles - se não, não escrevia nada), essas mães têm imensas coisas para contar que podem ajudar outras.
Então surgiu a ideia de escrever sobre essas mães e sobre as suas histórias. Todos temos pontos em comum mas todos sentimos diferente, gostamos de forma diferente, aconteceram-nos determinadas coisas mais marcantes, estamos em diferentes estados de desenvolvimento das crianças e nossos.

Assim, vou começar por mães que conheço e todos os que queiram partilhar a vossa história, por favor mandem-me um mail (portiq@sapo.pt) e eu envio as perguntas. Só têm que perder uma hora a escrever e podem contar o que quiser. 
Acho que o mundo da reabilitação fica muito mais rico se partilharmos, se nos unirmos, se ganharmos voz.

Bj enorme a todos 
Sara

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

E quando não havia terapias no meu país...


Aqui fica um Novo post para a Firefly.

É mais um bocadinho da nossa história, para quem ainda não conhece.

Vale a pena entrar no blogue da FireFly em inglês (que tem mais textos) e conhecer as histórias de outras mães.

Bj
Sara

http://www.fireflyfriends.com/pt/special-needs-blog/specific/e-quando-naeo-havia-as-terapias-no-meu-pais-para-o-meu-filho-abri-um-centro

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Mudámos todas as rotinas! E agora é esperar para ver...



Este início de ano, que costuma ser só lectivo, tem sido cheio de inícios e coisas novas.

Mudámos de casa, a Teresinha está a crescer e requer muita atenção, o Quico mudou de escola, de carrinha, de terapuetas e de professores.

Então, o Quico está num colégio novo com quase todas as terapias integradas. É um modelo novo, que eu estava a precisar pois 6 anos de levar e buscar à escola e correr de terapia em terapia, 3 filhos, sou humana e rendi-me: não estava a conseguir suportar mais. Também é um modelo que faz sentido. Vamos ver como resulta.
Para já, o Quico tem aulas de expressão motora, musical e de Yoga com os colegas. Tem aulas individuais de música (porque tem muita sensibilidade para a música e o professor propôs aulas acrescidas - reflexo do seu ponto forte ser a audição), terapia da fala, terapia ocupacional e ensino especial. 
Trata-se de uma escola muito boa, mas enorme, estão a criar a unidade de ensino especial e sobretudo o objectivo é que se consiga melhorar na parte cognitiva. 
Em relação a este aspecto, vamos ver o que vai acontecer pois levantam-se muitas dificuldades e Portugal não tem escolas nem pessoas preparadas para graus de deficiência como os do Quico. Não sei onde andam as crianças com deficiência. Sinceramente...

Em relação à fisioterapia, que tem sido ao longo dos anos o nosso principal foco, continuamos a fazer CME com o João, o novo terapeuta, que tem mais força e maior capacidade para trabalhar com o Quico. Gosto muito... Vamos ver até quando vai ser possivel continuar a fazer CME pois o Quico está cada vez mais pesado.


Em casa, tivemos muita sorte pois a fisioterapeuta tinha disponibilidade nos horários de final de tarde, quando o Quico chega da escola.
Acho que tem corrido muito bem. O Quico chega da escola sempre cansado, descansa um bocado, em vez de ir a correr sair para ir para mais uma terapia (toda a gente sabe o que implica: põe e tira do carrinho várias vezes, depois põe e tira o Quico do carro, põe e tira o carrinho no porta bagagens, aperta e desaperta cintos, arranja lugar para estacionar, levar a nossa tralha de mãe e dele atrás...).
Assim a Rita vem a casa e tem feito um excelente trabalho. Como tem formação em PediaSuit acaba por utilizar o fato em quase todas as sessões, temos algum equipamento como a plataforma, espaldar, pedaleira... E estamos à espera da gaiola e da passadeira para poder trabalhar mais coisas. 

É uma querida e altamente tolerante, pois no final de cada sessão ainda tem que fazer "terapia a fingir" ao Duarte, a Teresinha anda sempre a tentar comer os elásticos do fato do Quico, e todos querem fazer actividades com ela...



O Quico anda muito cansado, pois sai muito cedo, tem muitas terapias e actividades ao longo do dia, e quando chega a casa tem ainda que trabalhar. Mas fazer o quê? :-(
Acabamos por estar todos juntos e brincar no meio da terapia e a seguir aos jantares e depois vai tudo dormir.

Este é efectivamente um ano de mudanças, vamos ver como corre. Nada é definitivo e não há soluções nem pessoas perfeitas. Isso vou ter que meter na minha cabeça.

Tenho andado muito céptica e a deixar correr para ver o que acontece.

Para já, estou muito contente com a terapia em casa e nesse aspecto estou descanda. De qualquer forma, estou a programar umas coisas para breve e outras para o início do ano, que também podem contribuir para a melhoria do trabalho da Rita e do que é feito na escola.


Todos os inicios de ano lectivo são duros, com adaptações de rotina, e este tem sido especialmente duro. Imagino que os das outras crianças com necessidades especiais também sejam. Sobretudo quando ainda acresce a falta de pessoal ou de recursos. Mas devemos olhar em frente e ter fé que um dia tudo vai melhorar...
 
Sara