O Q. nasceu em Lisboa em 30 de Abril de 2008 e é um menino muito especial.

E é por ser especial que desde o primeiro dia que trabalha muito, que procuramos soluções, alternativas, pesquisamos, falamos e temos muita ESPERANÇA que um dia faça tudo o que os outros meninos fazem.

Por ser assim, te amamos e POR TI, Q. tudo fazemos.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Vendo em 2ª mão

Estou a por à venda alguns artigos de apoio do Quico que já não precisamos. Assim, podemos utilizar o dinheiro para comprar outras coisas.
Ficam aqui os artigos, para o caso de estarem interessados.
Sara

 


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ser mãe ou ser terapeuta?

Ser mãe ou ser terapeuta?
A questão não se deve colocar assim. 
Como ser mãe e terapeuta? Talvez assim...
Já passei por várias fases e pensamentos em relação a este tema. 
No inicio tratei de encarregar os terapeutas - profissionais e especializados - de fazer a terapia. A minha função era ser mãe e a missão era procurar as melhores terapias e soluções.
Depois, conheci métodos que dizem que os pais são os mais indicados. Muitos destes métodos advogam a terapia feita pelos pais em exclusivo. Para além de ser extremamente cansativo, não há coragem para abdicar das terapias convencionais....
Cheguei a uma fase que me permite dizer que não é nem oito nem oitenta. Há muitas coisas que devem ser feitas só pelos terapeutas, ou porque eles não nos podem passar os exercícios, ou porque nós não temos jeito ou tempo ou até disponibilidade mental e emocional para isso.
Mas devemos (e aqui acho que temos uma obrigação enquanto mães) de fazer muito trabalho em casa.
Devemos ser bem orientadas (ou melhor, procurar bons orientadores) e fazer o nosso papel. 
Não nos devemos saturar nem devemos sentir que isso substitui a nossa função principal de ser mãe. Mas uma das funções principais da maternidade, não é ajudar os nossos filhos nas suas dificuldades? Então? Quem tem filhos com NE, fazer as terapias é uma função principal de ser mãe.
Tudo deve ter o seu "peso, conta e medida" e devemos fazer o que está ao nosso alcance e não ambicionar o impossível (para não nos frustramos).
Por exemplo, daquilo que me proponho fazer com o Quico, há coisas que há anos sei que não faço e não consigo fazer, como o treino alimentar. Por isso, sei que posso fazer outras coisas e faço essas que me dão prazer, que sinta que estou a ajudá-lo sem pensar que estou a a fazer terapia.
Sara 



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

9 meses de Terapia Ocupacional e Integração Sensorial


Desde que saímos da Liga, em 2010, que o Quico não fazia Terapia Ocupacional.
Em Fevereiro deste ano decidimos apostar na TO e Integração Sensorial.
Aqui ficam algumas fotos do que  temos vindo a fazer...
Sara

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A amizade ajuda muito...


Desde que o Quico nasceu, ou melhor desde que criei este blogue, depois nos centros onde fazia terapia e agora na clinica L4K, fui criando amizades com muitas das mães que têm os mesmo problemas que nós. 
É um processo natural, partilhamos os mesmos problemas, ansiedades, vontades, fé e esperança, desespero...
Depois, como todas as amizades, vamos criando afinidades, e com algumas mães falo esporádicamente, outras com mais frequência. Com muitas delas, para além dos assuntos relacionados com os nossos filhos, vamos falando de outras coisas. 
E com umas mães fui criando amizades que sabemos que vão durar muito.
Há uma dessas mães com quem acabo por falar todos os dias, várias vezes ao dia.
"Falar" é relativo. Porque falamos via facebook. Parece mais simples. Por um motivo ou outro, estamos sempre ligadas e torna-se uma comunicação mais fácil pois assim que podemos vamos lá dar resposta. 
Tem dias que falamos 200 vezes, tem dias que só falamos 1 vez. Nunca cobramos respostas. Falamos e procuramos a ajuda uma da outra sobre os mais variados temas. Mesmo sem ver a pessoa, sabemos quando está triste ou contente, basta às vezes um simples "monossilabo" para perceber... Tem dias que só dizemos disparates, eu dum lado do computador e ela do outro rimos que nem umas loucas perdidas com os disparates que dizemos!

Não sei como acabámos estreitando a nossa amizade, nem quando nem porquê, mas sabem aquelas amizades de adolescente que andamos sempre de braço dado com a melhor amiga, todos os dias, em tudo? 
Somos assim, pelo menos, ela é para mim essa "muleta"!!!!!

Obrigada por seres minha amiga! Temos uma vida dura mas acho que por vezes a conseguimos aligeirar assim...

Sara 

PS: ando cá uma sentimentalóide... deve ser dos meus 6 meses de gravidez...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A lei da compensação existe?



Talvez para compensar dias de maior desânimo como ontem, o Quico hoje compensou-me nas terapias: muita "conversa", boas posturas, bom trabalho, muito direito e cabeça com muito controlo e passos perfeitos.

E assim o Quico mostra que afinal vale a pena todo o esforço! 

"Não chores, mãe", tenho a certeza que na sua linguagem hoje me disse isso!

Sara 

Há dias assim...

Não sei se em tempos já aqui escrevi mais ou menos isto. 
Hoje estava a ver o Factor X e quando elogiaram a Sra que teve a "coragem" de aos 61 anos ir cantar e lhe deram os parabéns por ser uma pessoa tão bem resolvida, pensei que de mim nunca se poderia dizer isso!
Na realidade, até posso ter tido uma boa carreira, aos 28 anos cheguei a Chefe do Serviço Jurídico de 1 empresa financeira, criei a minha equipa, fiz o que gostava - liderar equipas; montei uma clinica de reabilitação que tem corrido muito bem; estou a tirar a minha segunda licenciatura; casei e tive 2 filhos e hei-de ter o terceiro com saúde; tive uma adolescência normal, saí à noite, uma mãe que sempre me tratou bem; finaceiramente sempre consegui poupar para poder ter o que quero e pagar muitas despesas; ter as minhas amigas; sentir a felicidade de poder ajudar de alguma forma (nem que seja pela experiência) algumas mães que passam pela mesma situação que eu; relativamente equilibrada e inteligente...
Enfim, acho que em geral, a vida não tem sido má.
Mas tenho a maior falha que alguém pode ter: não ter conseguido dar ao meu filho aquilo que é mais importante na vida: a sua saúde.
Há-de ter havido um milésimo de segundo na minha vida que lhe fez isto. E isso nunca vou poder mudar. 
E quando o vejo chorar, sem se conseguir expressar, mudar de posição, enfim fazer qualquer coisa normal, não consigo - por muito que tente - deixar de carregar esse peso.
E isso nunca vai mudar e vai-me atormentar para sempre.
Isto devem ser as minhas hormonas completamente alteradas, que por vezes nos fazem pensar demais e nos tornar as pessoas mais inseguras...
Sei que não devemos atribuir-nos as culpas, porque de facto isso não vai melhorar em nada a condição dos nossos filhos e muito menos a nossa (e torna-se uma bola de neve que, em vez de os ajudarmos, desajudamos), mas, no meu caso, aquele milésimo de segundo mudou a vida do Quico (e de todos à nossa volta).
Como todos os pais nestas situações, já tentei procurar explicações, mais ou menos esotéricas, religiosas e não religiosas, factuais e existênciais. E, claro, não existem.
Bom, hoje, em que as minha hormonas falam muuuuuito alto, eu estou muuuuito por baixo, e o Quico não consegue explicar o seu choro e infelicidade, só me apetece ser uma daquelas personagens das histórias que conto à noite aos miúdos, como a Bela Adormecida, que pica o dedo e acorda daqui a 100 anos. Só que, na realidade, quando acorda está tudo igual, o que não mudaria em nada aquilo de que eu me quero esconder!
Há dias (ou noites) assim...
A possibilidade de amanhã eliminar esta mensagem também é grande, porque este blogue nunca foi criado para passar sentimentos negativos. Mas até eu, que por muito positiva que seja, penso e sofro com estas coisas. E como o blogue é meu e para escrever exactamente aquilo que me vai na alma... hoje é isto! 
Sara 
 


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Carta ao Pai Natal: brinquedos adaptados

Hoje, na sessão de Terapia Ocupacional, a AC-CAT, foi apresentar ao Quico os seus brinquedos-adaptados com Switch.
Têm a vantagem que mantém a possibilidade de ser accionados de forma normal sem o switch, que dá para trabalhar outras funcionalidades e para os irmãos também poderem brincar.
Têm também o preço mais acessível do mercado, o que é uma enooooorme vantagem.
 
De maneira que a Carta ao Pai Natal está feita!

Aproveitámos para testar um novo Switch, com vários graus de sensibilidade e muito baixinho, que gostámos muito. Mas para ficarmos com ele teremos que arranjar forma de fazer algumas adaptações para ficar mais funcional. Contamos com a TO para nos ajudar...

Aqui ficam as fotos dos brinquedos.





 Sara